O principal desafio na gestão de grandes obras está no custo operacional, que envolve a soma de custos diretos e indiretos do projeto. Além disso, também são fundamentais indicadores de produtividade e ferramentas de gestão para alinhar os custos ao projeto. O BIM 6D (Sustentabilidade) e o BIM 7D (Gestão de Facilidades) são ferramentas que contribuem com essa gestão, transformando o modelo de negócio, convertendo dados brutos em economia real.
BIM 6D: Sustentabilidade e Eficiência Energética
O BIM 6D é a dimensão do Building Information Modeling voltada para a sustentabilidade e eficiência energética das edificações. Ele permite simular o comportamento térmico, o consumo de energia e a pegada de carbono antes mesmo da primeira pedra ser lançada. O BIM 6D proporciona:
- Otimização de Sistemas de Climatização: Por meio de simulações, é possível redimensionar sistemas de HVAC, evitando o superdimensionamento e reduzindo o consumo elétrico.
- Análise do Ciclo de Vida (ACV): Escolha de materiais baseada não apenas no preço de compra, mas na durabilidade e custo de reposição, conforme as diretrizes da ISO 15686-5.
- Atração de Investimentos: Projetos alinhados ao BIM 6D facilitam a obtenção de selos como LEED ou AQUA, que elevam o valor de mercado do ativo e reduzem taxas de financiamento por meio de Green Bonds.
BIM 7D: Gestão de Facilidades e Operação
O BIM 7D representa a dimensão da Gestão de Facilidades. Enquanto o projeto termina, o 7D vive durante toda a vida útil da edificação. O impacto financeiro na pós-obra atinge:
- Manutenção Preventiva vs. Corretiva: Segundo a buildingSMART, a manutenção corretiva pode ser até 3 vezes mais cara que a preventiva. O BIM 7D armazena manuais, garantias e datas de manutenção técnica de cada componente (bombas, elevadores, quadros elétricos).
- Gêmeos Digitais (Digital Twins): A integração do modelo BIM com sensores IoT permite monitorar o desempenho em tempo real, antecipando falhas e evitando paradas críticas em plantas industriais ou hospitais.
- Gestão de Inventário Instantânea: Localização exata de ativos atrás de paredes ou sob o piso, reduzindo drasticamente o tempo de intervenção e os custos de demolição desnecessária para reparos.
De acordo com o relatório da McGraw Hill Construction, cerca de 60% a 70% do custo total de um edifício ocorre durante sua fase de operação. Focar apenas na construção é ignorar a maior fatia do gasto financeiro. A centralização de dados substitui o papel por um banco de dados digital único e acessível (CDE – Common Data Environment). Assim, o proprietário do ativo tem clareza total sobre o que foi instalado e como deve ser mantido, garantindo a conformidade com a ISO 19650.
A adoção do BIM 6D e 7D é uma necessidade econômica. A Darwin Engenharia gere grandes obras com essa visão de ciclo de vida, entregando ativos financeiros otimizados, sustentáveis e prontos para o futuro. Conheça os nossos serviços.



