Em 2026, a sinergia entre a construção sustentável e a metodologia Building Information Modeling (BIM) se consolidará ainda mais. A preocupação com o impacto ambiental da construção, responsável por cerca de 40% das emissões globais de CO₂ e uma parcela significativa do consumo de energia, de acordo com o Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente, coloca a sustentabilidade no centro do planejamento estratégico.
- Materiais de Baixo Impacto: A prioridade será o uso de insumos com menor pegada de carbono, como madeira de reflorestamento certificada, concreto reciclado e painéis com alta eficiência térmica e menor geração de resíduos.
- Eficiência Energética e Hídrica: Edificações que almejam o padrão Energia Zero (geram o que consomem) ou mesmo Energia Positiva serão cada vez mais comuns. Sistemas de reaproveitamento de água e integração de fontes renováveis (solar e eólica) serão critérios de projeto essenciais.
- Construção Modular e Offsite: A pré-fabricação em ambiente controlado garante maior precisão, redução drástica de desperdício de materiais e agilidade. A utilização dessa técnica será ampliada ainda mais.
BIM: O Habilitador Estratégico da Sustentabilidade
A adoção do Building Information Modeling (BIM) é o motor dessa transformação. O BIM vai muito além do modelo 3D, ele é um ecossistema de dados que transforma intenções de sustentabilidade em resultados práticos e mensuráveis. A contribuição do BIM para a construção sustentável é evidente:
- Otimização de Recursos (BIM 5D): A precisão da modelagem permite prever a quantidade exata de materiais, reduzindo o desperdício no canteiro e otimizando a logística de aquisição.
- Análise de Desempenho (BIM 6D): Modelos BIM podem simular o desempenho energético de uma edificação (iluminação, ventilação, consumo) em diferentes cenários climáticos, ainda na fase de projeto. Isso permite que arquitetos e engenheiros escolham soluções que garantam a máxima eficiência energética ao longo do ciclo de vida da obra.
- Gestão do Ciclo de Vida (BIM 7D): O modelo digital centraliza informações para a operação e manutenção, facilitando a gestão de ativos, o descarte correto de materiais no fim da vida útil e o planejamento de reabilitações, alinhando-se à Economia Circular.
Tendências de 2026 na Construção Civil
Para 2026, a transformação digital na construção civil, liderada pelo BIM, será uma obrigatoriedade competitiva:
- Gêmeos Digitais (Digital Twins): A integração do BIM com IoT (Internet das Coisas) resultará em Digital Twins, réplicas virtuais que monitoram o desempenho da obra em tempo real, permitindo otimizar o consumo de recursos e a manutenção preditiva durante a operação do ativo.
- Transparência e ESG: O BIM, como um banco de dados integrado, fornece a transparência e a auditabilidade necessárias para que as empresas cumpram metas ESG (Ambiental, Social e Governança), cada vez mais cobradas por investidores e pelo mercado.
As tendências para 2026 garantem competitividade, redução de custos e o cumprimento da responsabilidade social e ambiental que o mercado exige.



